|  Rede Justiça Criminal

Apoie a campanha “Encarceramento em massa não é Justiça”

Acesse www.prisaonaoejustica.org e assine a petição que pede a implementação de quatro medidas que buscam mudar a realidade do sistema prisional brasileiro

No Brasil há mais de 622 mil pessoas presas para apenas 371 mil vagas no sistema penitenciário. De acordo com dados do Ministério da Justiça, a maior parte dessas pessoas são jovens (até 29 anos), negras, de baixa escolaridade, que cometeram crimes sem violência, como tráfico ou furto. Cerca de 40% desses presos sequer foram julgados. É para chamar atenção para essa realidade e mobilizar a sociedade em torno de medidas que podem modificar essa situação que a Rede Justiça Criminal promove a campanha “Encarceramento em massa não é Justiça”.

Para reverter a atual política criminal brasileira, que coloca a pena de prisão como principal resposta do poder público aos casos de cometimento – ou suspeita de cometimento – de um crime, a Rede Justiça Criminal propõe quatro medidas:

 

medidas

Para apoiar, acesse o site www.prisaonaoejustica.org e assine a petição.
O encarceramento em massa não é só desumano, mas também é contra a lei!

Sobre a campanha
Ao colocarem óculos de realidade virtual, cerca de 300 pessoas que circularam entre os dias 6 e 10 de abril pelo Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, entraram em uma cela superlotada, junto com 25 detentos. Imersas e espremidas em um espaço de 3 m², ouviram relatos de maus-tratos, de pessoas que estão presas há meses sem serem julgadas, cumprindo pena superior ao tempo a que foram condenadas e sem qualquer informação sobre seus processos. Os fatos foram narrados por Emerson Ferreira, egresso do sistema carcerário, que, ao final, dialogou com os participantes da atividade.

As reações das pessoas que passaram pela experiência deram origem ao vídeo “Realidade Visceral”. Assista:

 

Sobre a Rede Justiça Criminal
Rede formada por oito organizações não-governamentais engajadas na crítica ao encarceramento como resposta preponderante do Estado ao conflito com a lei. Fazem parte da Rede: Centro de Estudos em Segurança e Cidadania (CESeC); Conectas Direitos Humanos; Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP); Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC); Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD); Instituto Sou da Paz; Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH); e Justiça Global.