|  Por gustavo mehl

Ex-funcionário de Manoel Mattos é baleado em Itambé

É grave o estado de saúde do paciente Manoel Vicente do Nascimento, ex-funcionário do advogado e ativista de defesa dos direitos humanos Manoel Mattos, assassinado há dois anos na Paraíba. Manoel Vicente levou quatro tiros nas costas e está internado no Hospital de Traumas, em João Pessoa, na Paraíba, depois de sofrer um atentado na tarde do sábado passado, em Itambé, Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Manoel Vicente foi cabo eleitoral de Manoel Mattos. Manoel Mattos foi morto a tiros, na praia do Marisco, em Pitimbú/PB, na noite de 24 de janeiro, por integrantes de um grupo de extermínio, com o objetivo de calar o ex-vereador que denunciava a existência dos pistoleiros na região, principalmente nas cidades de Pedras de Fogo, na Paraíba, e Itambé, em Pernambuco.

Pela suspeita do envolvimento de policiais nos grupos e o consequente medo das testemunhas em contribuir com a investigação, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)/PE, junto com entidades como a Justiça Global acionaram a Procuradoria Geral da República pedindo que o casso passasse a ser investigado pela Justiça Federal.

A justiça de Caaporã, onde o caso estava sendo investigado, aguardava apenas o resultado de uma perícia e o telegrama com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de transferir o processo para a Justiça Federal para encaminhar os autos para a nova jurisdição.

No dia 27 de outubro o STJ votou a favor do deslocamento de competência do caso, depois que organizações ligados à luta dos direitos humanos solicitaram na justiça o direito do caso ser apurado por órgãos federais, já que envolve afronta aos direitos humanos por parte de grupos de extermínios.

Desde a decisão do tribunal o processo continuava na comarca de Caaporã. “Estava faltando o resultado de uma perícia que foi feita em um boné encontrado no local do crime e em roupas de um dos acusados do crime, o Zé Parafina. O resultado da perícia chegou à justiça estadual e agora o processo deve ser encaminhado para a Justiça Federal da Paraíba”, disse o advogado Maurício Marques, que acompanha o andamento do processo.

Depois de chegar à nova jurisdição, o documento será levado ao Ministério Público Federal (MPF), que vai verificar a necessidade de novas diligências. Se necessárias, elas serão feitas pela Polícia Federal. Dos cinco acusados de envolvimento no crime, quatro estão presos e um responde ao processo em liberdade.

Com informações de O Norte on line