Nota: Ataque aos profissionais de comunicação e comunicadores/as é um ataque à democracia

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Desde o fim das eleições, mais de 70 jornalistas, comunicadores/as e fotógrafos/as sofreram agressão física, ofensas, ataques digitais e censuras no país por exercerem a profissão. Só nesta primeira semana de janeiro de 2023, são mais de 20 casos de jornalistas e comunicadores/as agredidos e censurados em todo o país. No último domingo, 8 de janeiro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal denunciou 8 casos de jornalistas, comunicadores/as e fotógrafos/as agredidos durante a cobertura em Brasília.

A maior parte destes casos ocorreram durante a cobertura dos acampamentos e protestos organizados pela extrema direita no país. Nós, da Justiça Global, publicamos relatório junto à Terra de Direitos, denunciando que os casos de violência política eleitoral em 2022 foram 400% maiores que os registrados em 2018. Jornalistas e comunicadores também aparecem no documento como os que mais sofreram algum tipo de violação.

Repudiamos estes e qualquer outro ataque aos que trabalham produzindo comunicação no país, pois atacar profissionais da comunicação e comunicadores/as no exercício livre de suas funções é atacar um dos mais sensíveis pilares da democracia. As agressões e censuras devem ser investigadas pelas autoridades.

Acesse o Relatório sobre Violência Política e Eleitoral em 2022 produzido por nós, da Justiça Global, e pela Terra de Direitos.

Justiça Global

 

Fontes:
Abraji, Fenaj, Rede de Proteção a Jornalistas e Comunicadores.