Comitê DDH: Nota de pesar sobre assassinato de Raimundo Nonato Silva Oliveira, liderança do MST

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Fj3Z_iKWIAAkPXNO Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, rede composta por 45 organizações e movimentos sociais, manifesta profundo pesar e tristeza com a notícia da morte da liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Raimundo Nonato Silva Oliveira e se solidariza com as famílias e amigos nessa hora de dor e luto. Mas também manifesta indignação diante de mais um assassinato de mais um defensor de direitos humanos e ativista no Brasil. 

Cada vez que um defensor de direitos humanos é assassinado no Brasil, o estado democrático de direito morre um pouco, pois DDHs e ativistas em todo território nacional ao lutarem e resistir na defesa de seus territórios, estão fortalecendo a democracia brasileira.

Raimundo Nonato Silva de Oliveira, conhecido, era uma liderança histórica da região de Araguatins, onde o crime aconteceu. Ele foi assassinato dentro de sua casa, na frente da companheira na madrugada de terça-feira (13/12), de acordo com informações do MST, no Tocantins.

Conhecido carinhosamente pelo apelido de “Cacheado”, ele coordenou acampamentos Sem Terra e já havia escapado de várias tentativas de assassinato entre os anos 2000 e 2015. Cacheado teve o pai assassinado por pistoleiros, antes de se tornar líder do acampamento sem terra Alto da Paz em Araguatins (TO), localizado na fazenda Santo Ilário, área reivindicada para reforma agrária.

Para o CBDDH, quando um militante de direitos humanos como “Cacheado” é assassinado, não é possível afirmar que vivemos um sistema democrático que não corre risco. Especialmente, quando há conflitos de territórios que privam sujeitos políticos da liberdade de ir e vir, e viver.  Se as vidas de DDHs não são protegidas, como afirmar que temos uma democracia plena no país?

O Brasil deve responder por todas as violações sofridas por defensoras e defensores de direitos humanos, bem como por todas as vidas suprimidas por assassinatos decorrentes da política de morte em curso no país, em todos os territórios atacados ou ignorados pelo próprio Poder Executivo.

O Comitê espera que os fatos sejam devidamente investigados, e os responsáveis sejam punidos.

Raimundo Nonato Presente! Presente! Presente