
O Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro realiza, no próximo dia 30 de março de 2026 (segunda-feira), a 38ª edição da Medalha Chico Mendes de Resistência. A cerimônia acontecerá às 17h30, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio de Janeiro.
Criada em 1989, a medalha surgiu como resposta à homenagem oficial prestada a agentes da repressão durante a ditadura militar. Em contraposição, a iniciativa reconhece pessoas e organizações que se destacam na luta pelos direitos humanos, pela memória, verdade e justiça, e no enfrentamento à violência e à tortura.
Com o lema “Pela vida, pela paz, tortura nunca mais”, a Medalha Chico Mendes reafirma, a cada edição, a importância da memória e da resistência frente às violações de direitos no Brasil e na América Latina.
SERVIÇO
Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro convida para 38ª Medalha Chico Mendes de Resistência
30/03/26 (segunda-feira)
Hora: 17h30
Local: ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar, Centro)
A escolha dos homenageados conta com a participação de diversas entidades comprometidas com a agenda de direitos humanos, entre elas a Justiça Global, além de sindicatos, associações docentes, coletivos e movimentos sociais. Neste ano, serão homenageadas dez trajetórias marcadas pelo compromisso com a resistência e a defesa de direitos.
Confira a lista de miliantes homenageadas/es:
- Aldir Blanc (in memoriam) – Compositor e cronista fundamental da cultura brasileira, destacou-se por obras que retratam o cotidiano popular e as injustiças sociais, tornando-se símbolo de resistência cultural;
- Astrojildo Pereira (in memoriam) – Intelectual e militante político, foi um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro e referência na organização da classe trabalhadora e na luta por justiça social;
- Eufrásia Maria Souza das Virgens – É defensora pública do Estado do Rio de Janeiro e conselheira do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro (CEDECA-RJ);
- Francisco Manoel Chaves (in memoriam) – Militante engajado na luta por direitos e justiça, com trajetória marcada pela resistência a violações e pelo compromisso com causas populares;
- Iara Iavelberg (in memoriam) – Psicóloga pela Universidade de São Paulo e militante contra a ditadura militar, tornou-se símbolo da resistência política e da luta por democracia no Brasil;
- João Bosco – Cantor e compositor cuja obra dialoga com temas sociais e políticos, contribuindo para a memória e a resistência por meio da música;
- Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora – Organização histórica da Argentina que luta por memória, verdade e justiça pelos desaparecidos da ditadura, referência internacional na defesa dos direitos humanos;
- Quilombo da Marambaia – Comunidade tradicional de quilombolas do Rio de Janeiro que resiste há décadas pela garantia de seu território, simbolizando a luta dos povos quilombolas por direitos e reconhecimento;
- Solange de Oliveira Antonio – Liderança do Movimento Mães em Luto da Zona Leste (SP) e da Rede Nacional de Mães e Familiares, atua na denúncia da violência de Estado e no apoio a familiares de vítimas;
- Tauã Brito da Cruz – Moradora do Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, vem denunciando a morte de seu filho, Wellington Brito, de 20 anos, durante a Operação Contenção, em outubro de 2025.
Entidades promotoras:
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES
Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio Janeiro – ASDUERJ
Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense – ADUFF
Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Adunirio
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Associação José Martí
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG
Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH-RS
Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Janeiro – SINDPSI-RJ
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO
Centro de Defesa dos Direitos Humanos Petrópolis – CDDH
Comitê Chico Mendes
Justiça Global
Rede de Familiares e Comunidades contra a Violência
Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – CRP-RJ
Pela vida, pela paz, tortura nunca mais!