Organizações denunciam o massacre contra Guarani-Kaiowás no Conselho de Direitos Humanos da ONU

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Nesta segunda-feira (12), a Justiça Global, RIDH e FIAN Internacional denunciaram o massacre em curso contra os povos Guarani e Kaiowá durante a reunião da 32a sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O pronunciamento das organizações ressalta a responsabilidade do Estado Brasileiro em realizar a demarcação das terras indígenas, bem como de conferir a proteção adequada às populações indígenas ameaçadas. Leia abaixo a declaração:

RIDH, Justiça Global e FIAN Internacional reiteram a sua preocupação com a situação de sistemática violação de direitos das comunidades Guarani Kaiowá no Brasil, exacerbada pela presente crise política. Em 14 de junho, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) denunciou um massacre em Caarapó, Mato Grosso do Sul, que resultou na execução de um agente de saúde Guarani Kaiowá de 26 anos. O atentado deixou ao menos seis pessoas feridas, incluindo uma criança de 12 anos, baleada no abdômen.

Denunciamos a escalada do conflito na região, devido à demora injustificada do Estado na demarcação de terras e na investigação e julgamento de crimes contra indígenas, em franco descumprimento de sua função de proteção.

Apoiamos o reconhecimento da situação e a solicitação de ações de proteção e investigação criminal deita por parte do Ministério Público Federal ao Ministério da Justiça.