|  Por Mario Campagnani

Justiça Global recebe o Prêmio João Canuto de Direitos Humanos, do Mhud

Foto: Marizilda Cruppe

Justiça Global recebe a homenagem João Canuto

A Justiça Global foi uma das ganhadoras do prêmio João Canuto de Direitos Humanos este ano. A homenagem do Movimento Humanos Direitos (Mhud) foi concedida no dia 11 de dezembro, segunda-feira, no Rio de Janeiro. Para nós, foi uma honra receber o prêmio de um movimento parceiro de diversas pautas, como a luta por justiça e reparações nos assassinatos da missionária Dorothy Stang e do trabalhadores rurais Dezinho, Maria e José Cláudio do Espírito Santo, todos mortos no Pará. Neste ano, estamos juntos no caso do Massacre de Pau D’Arco. Esse longo trabalho em conjunto certamente continuará em defesa dos direitos fundamentais.

Na entrega do prêmio, o ator Eduardo Tornaghi, lembrou também da longa relação entre o Mhud e a Justiça Global: “O MHuD, enquanto escolhia os nomes deste ano para o Prêmio João Canuto, pegou-se no questionamento de porque ainda não havia premiado a Justiça Global anteriormente. E chegamos à conclusão de que, é esta organização tão atrelada e tão parceira ao nosso Movimento Humanos Direitos, que havíamos esquecido que nós somos instituições diferentes”, disse.

Para a Justiça Global foi especial receber essa premiação ao lado de tantas defensoras e defensores de direitos humanos. A homenagem também foi concedida à escritora Conceição Evaristo; ao cacique Dadá Borari; ao advogado José Vargas Junior; ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); ao ator Silvero Pereira; à socióloga Vera Malaguti Batista; e ao Frei Xavier Jean Marie Plassat.

João Canuto era o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Rio Maria, cidade no Sul do Pará. Por sua luta pelos direitos dos trabalhadores, ele foi morto com 18 tiros de pistoleiros a mando do latifúndio. De acordo com inquérito policial, entre os acusados de serem mandantes estavam o prefeito de Rio Maria a época (1985) o fazendeiro Adilson Carvalho Laranjeira e o fazendeiro Vantuir Gonçalves de Paula. Vale ressaltar que estes foram os dois conduzidos ao Tribunal do Júri, no entanto o assassinato foi planejado por um numero de aproximadamente 20 pessoas, incluindo políticos, fazendeiros e empresários.

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