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Nota da Justiça Global sobre a prisão de integrantes de milícia no Rio de Janeiro e o caso Marielle Franco

Uma ação do Ministério Público (MPRJ), através do seu Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) com o apoio da polícia civil, prendeu, hoje (22), cinco pessoas supostamente envolvidas em milícias e diversos outros crimes na cidade do Rio de Janeiro. Entre os detidos está o Major PM Ronald Paulo Alves Pereira, investigado e processado pelo caso da Chacina da Via Show, ocorrido em dezembro de 2003, ocasião em que 4 jovens foram assassinados por policiais militares que atuavam como seguranças da casa de show. A Justiça Global e a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência acompanharam desde o início o caso cobrando lisura nas investigações e a responsabilização dos envolvidos. Passados 15 anos da Chacina, o então Cabo da PM Ronald, agora Major, que ainda aguarda ser levado a júri popular pela chacina, volta a ser suspeito de participação em mais um caso bárbaro de violação de direitos humanos: o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A demora na investigação e na responsabilização de agentes públicos envolvidos em homicídios decorrentes de intervenção policial, grupos de extermínio, milícias, entre outros crimes, cria condições para o fortalecimento e disseminação desses grupos que aterrorizam a cidade.

Nos solidarizamos com as famílias das vítimas da Chacina da Via Show, de Marielle Franco e Anderson Gomes. Exigimos que se conduza com extremo rigor as investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, encontrando os autores materiais e intelectuais para que sejam devidamente responsabilizados, e que todos os participantes da Chacina da Via Show sejam levados a juri. Exigimos justiça!

Foto: Mídia Ninja