Comitê Justiça por Marielle e Anderson destaca nova ação sobre obstrução de justiça no STF

Comitê Justiça por Marielle e Anderson afirma que nova etapa no STF pode revelar redes de proteção institucional e aprofundar a responsabilização de agentes públicos envolvidos na obstrução das investigações.

O Comitê Justiça por Marielle e Anderson divulgou, nesta sexta-feira (16), uma nota pública sobre o avanço da nova ação penal que investiga policiais e delegados suspeitos de atuarem para obstruir as investigações dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Leia a carta na íntegra aqui.

A manifestação ocorre após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar o julgamento sobre o recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela abertura da ação penal.

Na nota, o Comitê afirma que esta nova etapa é fundamental por investigar a existência de uma “rede de proteção institucional” que teria atuado para sabotar as investigações, ocultar provas e impedir a responsabilização dos envolvidos no crime. O texto destaca ainda que o caso revela a profundidade da infiltração das milícias e de estruturas criminosas no Estado do Rio de Janeiro.

“O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes tornou-se símbolo internacional da violência política de gênero e raça, de luta contra o avanço das milícias e da infiltração criminosa em estruturas do Estado brasileiro”, afirma o documento.

O Comitê também reforça que a luta por justiça não se encerra na condenação dos mandantes, mas exige o desmonte das estruturas políticas, policiais e criminosas que permitiram tanto a execução do crime quanto as tentativas posteriores de ocultar a verdade.

O Comitê é formado: Instituto Marielle Franco, Mônica Benício, Agatha Arnaus, Justiça Global, Terra de Direitos, Anistia Internacional.

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