Projeto será desenvolvido entre 2026 e 2028, em cinco estados brasileiros, para fortalecer a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais nas decisões sobre políticas climáticas.
A Justiça Global terá o projeto Fortalecimento da Governança Climática Inclusiva no Brasil (Strengthening Inclusive Climate Governance in Brazil) apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Democracia (UNDEF). A iniciativa será desenvolvida entre outubro de 2026 e setembro de 2028, com atividades no Pará, Ceará, Bahia, Pernambuco e Alagoas.
O projeto busca fortalecer a participação democrática de defensoras e defensores ambientais, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, na construção de políticas climáticas. As ações incluem formações sobre acesso à informação, participação e proteção integral; intercâmbios para compartilhar experiências e construir soluções para uma transição energética justa; e a criação de uma plataforma digital para subsidiar ações de incidência junto a governos e empresas.
A iniciativa será realizada em parceria com o Movimento Xingu Vivo para Sempre, na Amazônia, o Instituto Terramar, no litoral nordestino, e a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME).
O projeto foi selecionado no âmbito na 19ª rodada de financiamento de projetos do Fundo da ONU para a Democracia (UNDEF), que financia iniciativas de organizações da sociedade civil voltadas à ampliação do espaço cívico, à promoção dos direitos humanos e ao fortalecimento da participação democrática.
A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, sobre igualdade de gênero, e o ODS 16, que trata de paz, justiça e instituições eficazes. A prioridade a esses objetivos na 19ª rodada também dialoga com a Plataforma de Ação de Beijing, que estabelece estratégias para a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas.
Ao ampliar a capacidade de comunidades e organizações de influenciar decisões que afetam seus territórios e modos de vida, o projeto busca contribuir para a justiça climática, a equidade de gênero e o fortalecimento da democracia.
Foto: Foto: Laura Vicuña/Cimi.